Nova regra amplia crédito rural para compra de máquinas e tecnologia

CMN autoriza produtores pessoa física a acessar financiamentos do FAT e BNDES

| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Maquinário faz a colheia da soja em plantação sul-mato-grossense. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

Produtores rurais de Mato Grosso do Sul passaram a ter acesso ampliado a linhas de crédito para investimento em tecnologia, inovação e compra de máquinas, após decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) publicada na última terça-feira (20).

A medida autoriza produtores pessoa física e empresários individuais a contratar financiamentos com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), repassados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A mudança altera regras anteriores, que restringiam parte das operações a empresas formalizadas como pessoa jurídica. Com a nova resolução, trabalhadores do agronegócio, da produção florestal, da pesca e da aquicultura também poderão acessar as linhas voltadas à modernização das atividades produtivas.

Os financiamentos poderão ser usados para aquisição de máquinas, equipamentos, softwares de gestão, sistemas de monitoramento, automação e digitalização da produção. O governo federal avalia que a medida pode aumentar a produtividade no campo e estimular a comercialização de equipamentos agrícolas.

Em Mato Grosso do Sul, a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) afirmou que a nova regra pode facilitar investimentos em eficiência operacional e gestão rural.

“O produtor passa a ter mais acesso a ferramentas que ajudam no ganho de produtividade e na modernização das propriedades', afirmou o analista econômico da entidade, Raphael Flores Gimenes.

Ele pondera, no entanto, que o produtor deve avaliar o impacto financeiro antes de contratar o crédito.

“É fundamental fazer uma análise criteriosa da capacidade de pagamento e do retorno econômico do investimento, principalmente em um cenário de juros elevados e aumento do custo financeiro', disse.

Os recursos utilizados nas operações vêm do FAT, abastecido principalmente pelas contribuições do PIS (Programa de Integração Social) e Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). O dinheiro é transferido ao BNDES, responsável por operar programas de financiamento para investimento produtivo.

Segundo o governo federal, as operações utilizam a TR (Taxa Referencial) como base de remuneração, o que pode tornar os juros menores em comparação com modalidades tradicionais de mercado.

Antes da mudança, produtores enquadrados como pessoa jurídica utilizavam essas linhas principalmente para reorganização financeira, alongamento de dívidas e substituição de passivos com juros mais altos, especialmente em períodos de quebra de safra e aumento dos custos de produção.

As operações poderão ser contratadas diretamente com o BNDES, subsidiárias da instituição ou bancos habilitados para repasse dos recursos.

Se quiser receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp gratuitamente ENTRE AQUI . Lembramos que você precisa salvar nosso número na agenda do seu celular.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS





















PUBLICIDADE
PUBLICIDADE