Nova Andradina completa neste 20 de dezembro 58 anos de criação e é uma das poucas cidades que sobrevive em meio aos instáveis cenários econômicos e políticos do País. De 1958 para 2016, muita coisa mudou, mas o crescimento econômico e populacional permanece constante na Capital do Vale do Ivinhema.
Com uma população estimada em 51.764 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem saltado em índices de repasses constitucionais, a exemplo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que assegura, na prática, mais recursos públicos para serem investidos pelo Governo Municipal.
Para se ter ideia, além de Nova Andradina, somente outros três municípios de Mato Grosso do Sul obtiveram aumento no coeficiente de recebimento dos recursos constitucionais do FPM, divulgado recentemente, o que deve representar, em média, mais de R$ 1,5 milhão para os cofres públicos em 2017. A evolução na receita pode ser verificada em um simples comparativo.
Em 2001, o orçamento da Prefeitura era estimado em pouco mais de R$ 14 milhões. Já, para 2017, a estimativa de receitas do Executivo chega a R$ 173.533.515,00, uma evolução de mais de 1.000%. “Esse crescimento é resultado de planejamento aliado à austeridade na gestão dos recursos públicos, construindo um orçamento dentro da realidade”.
A afirmação é do prefeito Roberto Hashioka (PSDB), que, em seu terceiro mandato, acompanhou e esteve à frente de relevantes parcerias para o crescimento de Nova Andradina. O tucano assumiu seu primeiro mandato em 2001, foi reeleito em 2004 e, em 2012, retornou ao Executivo mais uma vez. Ao todo, foram 12 anos à frente da administração municipal.
O bom momento vivenciado na gestão pública se reflete na iniciativa privada, com o surgimento de novas empresas, franquias e o fortalecimento dos primeiros empreendimentos que se instalaram no município, a exemplo da Energética Santa Helena, que é a maior geradora de emprego de Nova Andradina na iniciativa privada, e a filial da indústria de amido de mandioca, Amidos Yamakawa.
O município também cresce com a expansão de suas potencialidades no setor terciário, rural, industrial, frigorífico entre outros. A posição geográfica, na confluência dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná contribui para o reconhecimento de Nova Andradina como polo regional de desenvolvimento.
A instalação de novas cooperativas e a expansão das já existentes é outro exemplo. A Coopergrãos, por exemplo, atua em Nova Andradina há mais de 18 anos. Mais recentemente, o município recebeu unidades da Copasul e da Cocamar, além de concentrar esforços em ampliar e atrair empreendimentos de grande porte para o distrito industrial.
No que depender das análises do prefeito eleito Gilberto Garcia (PR) as projeções para 2017 continuam positivas. O republicano destacou o perfil empreendedor do nova-andradinense e reiterou as potencialidades do município para que a cidade continue recebendo investimentos mesmo em um período de recessão.
“Fui secretário de governo por oito anos e prefeito por mais quatro, portanto, participei ativamente do crescimento de Nova Andradina. Fui prefeito durante a maior crise econômica da história, que culminou com o fechamento do nosso principal frigorífico, o Independência, mas com muita habilidade soubemos driblar as dificuldades para que Nova Andradina continuasse a crescer”, disse.
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