Bolsonaristas resistem, esquerda perde e deputados federais de MS estarão mais ao centro
No campo dos identificados e eleitos na onda bolsonarista, destaque para Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, que conseguiram a reeleição, após passarem de desconhecidos para detentores de mandato na eleição de 2022. Neste campo, a derrota foi para conta de Luiz Ovando (PP), que não conseguiu se reeleger. A esquerda perdeu força, reduzindo de duas para uma cadeira. O PT teve a deputada mais votada, com Camila Jara alcançando 154.157 mil votos. Todavia, Vander Loubet (PT) não disputou a reeleição para tentar o Senado. Ele não foi eleito e o PT ficou sem uma cadeira
| WENDELL REIS / INVESTIGA MS
A Câmara Federal terá uma maioria de deputados do centro na bancada de Mato Grosso do Sul a partir do próximo ano. A eleição deste domingo marcou a consolidação da direita, com a reeleição de dois deputados que surgiram na onda bolsonarista, redução de representatividade da esquerda e centro-esquerda. Porém, a vitória mesmo ficou com o centro.
No campo dos identificados e eleitos na onda bolsonarista, destaque para Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, que conseguiram a reeleição, após passarem de desconhecidos para detentores de mandato na eleição de 2022. Neste campo, a derrota foi para conta de Luiz Ovando (PP), que não conseguiu se reeleger.
A esquerda perdeu força, reduzindo de duas para uma cadeira. O PT teve a deputada mais votada, com Camila Jara alcançando 154.157 mil votos. Todavia, Vander Loubet (PT) não disputou a reeleição para tentar o Senado. Ele não foi eleito e o PT ficou sem uma cadeira.
Para pior a situação, Geraldo Resende (União), que costuma votar com a esquerda em Brasília, perdeu a cadeira. No campo de centro-esquerda, Dagoberto Nogueira (PP) manteve a vaga.
Outra metade da bancada se encaixa mais como centro ou centro-direita. Mara Caseiro (PL) e Beto Pereira (Republicanos) são próximos a Reinaldo Azambuja e devem votar com a direita na maioria das pautas.
Rose Modesto (União) atua mais ao centro. Ela não costuma fazer campanha ligada a eleição presidencial. Foi eleita sem pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula, assim como em 2022, quando também não defendeu Jair Bolsonaro e nem o candidato do PT.
Isa Marcondes (Republicanos) se identifica como de direita, mas também não deve ficar presa a um grupo. Questionada pela reportagem sobre o comportamento na Câmara, ela declarou que fará um mandato direcionado ao povo.
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